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“No decorrer de suas vidas, o homem experiencia suas vitórias, fracassos, liberdades e prisões. Na trajetória de Paz, ele se encontra em sua grandeza - no Amor Divino.”

Eloyana Silveira














































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































 

 

 

Esta terapia criada pela terapeuta Eloyana Silveira está embasada em diferentes movimentos terapêuticos. São posturas criadas através dos tempos e que chegam até nós como sendo novas. Todavia, elas trazem no cerne a libertação para o ser humano profundamente acometido por dores físicas, emocionais, mentais ou espirituais. Isso acontece através dos tempos. O Sagrado sempre esteve presente entre nós. O Divino nunca nos relegou à tempestade. A Presença Divina sempre nos abraçou e acalentou.


Esta terapia acontece numa dimensão quântica. Reconhece-se a sua pequenez. E conecta-se à sua grandeza. Sim, a grandeza humana polarizada no Divino. E a Física Quântica, grandiosa em nos alicerçar novos horizontes libertadores, nos apresenta a capacidade de co-criarmos nossas vidas.


A terapeuta Eloyana Silveira, ciente do momento atual pleno de dádivas divinas, intui e registra os ensinamentos trazidos até ela.

 

FOCANDO A PSICOTERAPIA

A Terapia Holística existe desde o princípio da humanidade, onde a abordagem era prática, empírica e não havia separação entre físico, psíquico, social e universo... Com o advento do poder da igreja católica medieval e, depois, do cientificismo cartesiano, houve a ruptura e passaram a ignorar o psíquico, às vezes, até o social e, com toda certeza, o “cósmico”...


A abordagem psíquica também recebeu muitas contribuições da FILOSOFIA, contudo, quando a sociedade passou a dar valor quase que apenas ao que possa ser reproduzido em experimentos laboratoriais, uma corrente revoltou-se com a visão “mentalista” predominante e criou uma contra-corrente denominada COMPORTAMENTALISMO.


Nesta, que é conhecida como a 1a Força/Corrente da Psicoterapia, deixaram de lado qualquer conceito subjetivo, como mente, inconsciente, missões de vida, etc., etc., e focaram na única coisa que consideraram mensurável em laboratório: o comportamento... A imagem caricata mais usada para ilustrar essa corrente é a do reflexo condicionado de Pavlov, onde um cão é amestrado para salivar cada vez que se toca um sino... Nesta linhagem de psicoterapia, desenvolveram-se vários testes, experimentos com comportamento animal e humano, conforme a premissa cientificista. Já em aplicações de consultório, uma vez o Cliente tendo manifestado um comportamento inadequado, a proposta Comportamentalista é mudar esse comportamento, por meio de várias técnicas, resumidas em aplicar estímulos positivos no Cliente quando ele se comportar do jeito que a sociedade espera dele, e estímulos negativos, em caso de repetição do comportamento inadequado...


Enquanto a 1a Corrente/Força só ficou o mensurável, o observável, ou seja, o comportamento e como alterá-lo, a 2a Força se dedicou ao intangível, ao incorpóreo, ou seja, a PSICANÁLISE busca desvendar o INCONSCIENTE. Inicialmente, Freud, devido à formação médica, supôs encontrar correspondentes físicos, como os cerebrais, os neurônios, o sistema nervoso, mas, felizmente, desistiu desse caminho e desenvolveu todo um esquema teórico/didático capaz de embasar o psicanalista a se propor a lidar com conceitos como ID, Ego, Superego, Inconsciente, Pré-Consciente, Consciente, sistemas de defesa (inadequadamente traduzidos como "mecanismos" de defesa), associações de idéias, fases do desenvolvimento sexual, traumas, ato falho, etc., etc., enfim, uma sequência teórica válida até os dias de hoje...


A caricatura mais divulgada seria a de um Cliente deitado no divã, de costas para o analista e este sem falar nada, quando muito, anotando alguma observação. A esta visão estereotipada, acrescentasse o componente que não há um objetivo a curto, nem a médio prazo, sendo de longa duração, sem proposta específica. Outro fator criticado é a ênfase quase absoluta de Freud em focar a terapia apenas no "negativo", ou seja, os traumas, problemas emocionais...


Dentro da própria corrente psicanalista, houve inúmeros dissidentes, destacando-se, Jung (que, por sinal, serve de base para a 4a Força da Psicoterapia...) e Reich.


Muitos psicoterapeutas, não mais concordando com o enfoque no "trauma" e no "inconsciente", da Psicanálise e, literalmente, revoltados com a escola Comportamentalista, teorizando que essas são visões "mesquinhas" e parciais do ser humano, fundaram a 3a Força da Psicoterapia: a HUMANISTA. Nesta abordagem, a premissa é a de que o ser humano é essencialmente bom, que não existe comportamento previamente definido como "errado" e que cada caso é um caso, não sendo possível "dissecar a psique em laboratórios"...


A caricatura e estereótipo desta corrente são os livros de "autoajuda", e a tendência a "aprovarem" qualquer comportamento (lembre-se que tanto aprovar, quanto reprovar, é uma forma de JULGAMENTO e, como tal, aumenta ainda mais a resistência à terapia) e de focarem tão somente no presente...


Vários autores desta escola deram ênfase ao ACONSELHAMENTO, com Carl Rogers, mas o expoente desta corrente é Masllow, que desenvolveu várias teorias a facilitar o entendimento dos Clientes, sendo uma das mais conhecidas, a "pirâmide de Masllow", onde ele classifica as necessidades do ser humano para ser feliz. Ironicamente, ele que foi o expoente da Corrente Humanista, considerou-a insuficiente, acrescentando na "pirâmide" a satisfação espiritual, dando origem à 4a Força, a PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL...


Como era de se esperar, claro, evidente, que a 4ª corrente é totalmente ignorada pelas faculdades, já que inclui o “Transcendente”, o “espiritual”, como mais um tema para a terapia a ser trabalhado. Para os que acham que só é verdade se for “científico” e, como desejos de ir ALÈM, de ser MAIS do que nós mesmos é algo não “mensurável”, jamais verão essa linha em faculdades. De certa forma, a Psicoterapia Transpessoal é a mais parecida com a proposta da Terapia Holística, já que busca mesclar o que há de melhor em cada uma das outras correntes e ainda acrescentando muitas técnicas holísticas.

 

A PSICANÁLISE E SUA CONTRIBUIÇÃO

A Psicanálise busca desvendar o INCONSCIENTE.

 

ESTRUTURAS DA PSIQUE

De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um novo nível para outro.


Id – contém tudo que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está presente na constituição. É a estrutura da personalidade original, básica e mais central, exposta tanto as exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego. Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a partir do id, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. Impulsos contraditórios existem lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um diminua o outro. O id é o reservatório das pulsões, da energia de toda a personalidade. Os conteúdos do id são quase todos inconscientes, eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência. Um pensamento ou uma lembrança, excluído da consciência e localizado das sombras do id, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de uma pessoa.


Ego – É a parte do psiquismo que está em contato com a realidade externa. O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evolui do id. Regido pelos princípios da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são insatisfeitos, mas reprimidos. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. O ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer. O ego é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas. O id é sensível à necessidade, enquanto que o ego responde às oportunidades.
Superego – Ele se desenvolve não a partir do id, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego. É o depósito de códigos morais, modelos de conduta e dos constructos que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de ideias. As restrições inconscientes são indiretas, aparecendo como compulsões ou proibições. Apenas parcialmente consciente, o superego serve como censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.


Freud distinguiu três níveis classificatórios para a mente:
CONSCIENTE – diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento.
PRÉ-CONSCIENTE – relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar à consciência.
INCONSCIENTE – refere-se ao material não disponível à consciência do indivíduo.
As motivações inconscientes estão disponíveis para a consciência apenas de forma indireta, tais como os sonhos e atos falhos (lapsos de linguagem), onde os conteúdos inconscientes não são confrontados diretamente, já que se manifestam de forma dissimulada.


Dissidindo de Freud em vários aspectos, Reich “corporificou” o inconsciente individual, identificando suas informações como uma bioenergia circulante (por ele denominada “orgone”). A negação das emoções e impulsos, desejos oriundos do id, se dá pelo impedimento da livre passagem da bioenergia por meio da musculatura corporal, ou seja, pela tensão excessiva (mais facilmente identificável) ou pela ausência desta (falta de tônus), pois em ambas as situações, é prejudicado o livre fluxo energético.


Já Jung tem uma concepção mais “otimista”, onde o inconsciente forma par complementar com o consciente, num dualismo assemelhado ao do yin e yang. Para os jungianos, a porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de sombra e seu par complementar é a persona, que é a nossa máscara ou papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações. Nesta linha teórica, o inconsciente não é apenas individual, sendo em sua maior parte, coletivo, compartilhado por todos os indivíduos.


Muitas das capacidades inconscientes se originaram de nossa ancestralidade evolutiva, sendo que já nascemos com esta herança coletiva. Da mesma forma que entramos nesse mundo compartilhando com nossos pares o conhecimento/capacidade de pulsar nosso coração, de nossos glóbulos brancos defenderem nosso organismo, etc., igualmente compartilhamos toda uma herança psíquica primordial inconsciente, tais como nossos impulsos e instintos) de sobrevivência, de vida, de morte, estudos estes creditados a Freud) além de uma imensurável sabedoria ancestral, compartilhada na forma de arquétipos e manifestos em símbolos individuais e coletivos, seja como sonhos, lendas, além de outras formas de interação.


Enquanto na abordagem freudiana o cliente segue seu próprio ritmo espontâneo de resgate do inconsciente, por meio de associações livres de ideias durante as consultas, na análise reichiana introduziu-se o toque nas zonas musculares específicas (“couraças”), provocando a circulação da bio-energia e, com isso, o contato consciente com as emoções e lembranças reprimidas.


Jung, por sua vez, em mais uma dissidência em relação a Freud, ampliou o conceito inicial de inconsciente, que era tido como individual, ou seja, “separado” para cada indivíduo, introduzindo nele o adjetivo coletivo.


A análise dos sonhos (por sinal, mais uma tradição milenar de todos os xamãs, pajés e sacerdotes, ou seja, os ancestrais dos Terapeutas Holísticos de todas as culturas) dos clientes ostentava, frequentemente, ideias de conceitos universais, expressos nas mais variadas culturas, perpetuadas em suas lendas e tradições. Tais coincidências significativas (SINCRONICIDADES) nos levam a supor que, apesar de indivíduos, temos acesso, ainda que de modo INCONSCIENTE, a informações universais e oriundas do conhecimento COLETIVO. Na abordagem jungiana, os acontecimentos psíquicos estão em sincronicidade com os físicos e igualmente relacionados com o Universo em seu todo. Ou seja, uma abordagem verdadeiramente HOLÍSTICA. Nem tanto por Jung em si, que era apreciador do I Ching como instrumento pessoal para o autoconhecimento, mas sim, por seus seguidores modernos, temos aqui mais uma ponte de união entre a Psicanálise e várias outras técnicas igualmente adotadas na Terapia Holística.


Possuímos SISTEMAS DE DEFESA psíquica que, de forma inconsciente, agem “protegendo” nosso consciente daquilo com que ele, em tese, não está apto a lidar. Claro, à primeira vista, parece e é algo bom; porém, tudo que é a menos, ou em demasia, sai do ponto de equilíbrio e passa a surtir efeito contrário: o esforço energético/corpóreo/psíquico de “forçar” informações a permanecerem inconscientes é demasiado, resultando tanto em efeitos subjetivos, como insatisfação, ansiedade, infelicidade, etc., até mesmo sintomas físicos, dos mais simples até os mais graves.

 

SISTEMAS DE DEFESA

1) Repressão: Esta defesa consiste em relegar ao inconsciente um evento, ideia, sentimentos ou percepções potencialmente provocadores de ansiedade; contudo, o elemento reprimido ainda é parte da psique, o que requer um constante consumo de energia já que o reprimido faz tentativas constantes para encontrar uma saída. Sintomas físicos e psíquicos dos mais variados podem ter origem neste esforço de reprimir. A repressão é o "esquecimento" inconsciente de fatores psíquicos relevantes, são incompatíveis com a auto-imagem que possuímos.


2) Negação: É, talvez, o Sistema de Defesa mais simplório, de negar para si mesmo, fatos acontecidos, recusando a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada, comumente a substituindo o que lhe contraria por versões fantasiosas e idealizadas. Atentem à diferenciação: na Repressão, o fator psíquico incômodo é "esquecido", "apagado da consciência", como se nunca tivesse existido; já com a Negação, ele é SUBSTITUÍDO por uma "nova versão" dos fatos...


3) Racionalização: É o processo no qual nos auto-justificamos "racionalmente" para uma atitude, ação, ideia ou sentimento que vivenciamos. Diferenciando-se das "fantasias" criadas pela Negação que MODIFICAM o que de fato ocorre, a Racionalização lida com o "fato real", porém, elabora “explicações”, “boas razões”, para "justificar" a ocorrência, evitando lidar com a frustração e a culpa.


4) Formação Reativa: Este Sistema de Defesa substitui o que de fato se deseja ou sente justamente pelo que lhe é oposto, invertendo inconscientemente aquilo que realmente quer... Como os outros sistemas de defesa, as formações reativas são desenvolvidas, inicialmente, na infância, onde ocorre forte repressão aos impulsos, geralmente acompanhada por uma cobrança social de fazer justamente o oposto do que desejava.


5) Projeção: Nesta forma de auto-defesa, desloca-se aspectos de nossa personalidade, sentimentos, emoções, para o meio "exterior", como se não fôssemos nós, mas sim, "outra" pessoa, animal ou objeto quem possuísse essas características. Para evitar-se de enxergar e repreender em nós mesmos certos pensamentos, impulsos e desejos, passamos a "projetá-los" em terceiros, direcionando também nossa desaprovação para estes.


6) Isolamento: É uma defesa onde as emoções perturbadoras relacionadas a um fato são "separadas" da lembrança em si, fazendo com que a pessoa se refira ao acontecimento traumático sem nenhuma emoção sobre o tema.


7) Regressão: Nesta defesa, é como "voltar a ser criança", lidando de forma "infantil" com a ocorrência, utilizando algum artifício para "fugir" de lidar com a situação, procurando distrair-se com algo lúdico...


8) Sublimação: É o Sistema de Defesa mais bem aceito socialmente... Tal qual os demais que descrevemos, o processo ocorre de forma inconsciente, sendo que transmuta-se um impulso originalmente inaceitável para nossa consciência, canalizando essa "energia" em uma ação socialmente produtiva e bem recebida...


Um dos Sistemas de Defesa, a projeção, quando ocorre no ambiente de consultório, ganha outra nomenclatura: TRANSFERÊNCIA, que é a vivência de fortes sentimentos do cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico e, numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA. São elementos reprimidos, muitas vezes infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional criado pelo encontro “profissional-cliente”, sem que estes tenham plena consciência do fenômeno em questão.


O ser humano é um suporte simbólico, faz parte de um sistema simbólico e, ao mesmo tempo, constitui o “todo” do simbolismo. Quando se refere a “fazer parte de” tem como símbolo o mundo microcósmico em detrimento do mundo Superior (macro).


O Equilíbrio Energético entre corpo-mente-espírito (alma) está no mundo microcósmico, onde se percebe que o brilho, cor, espontaneidade de expressões, vigor do corpo e a sensualidade dos movimentos estão no Sistema Simbólico. O Ponto de Equilíbrio Dinâmico entre corpo + mente + espírito (alma, energia do ser vivo) situa-se num todo.


Cada um de nós está, o tempo todo, desenvolvendo padrões de comportamento para que possamos sobreviver e termos nossas necessidades satisfeitas. São as nossas defesas, que também poderíamos chamar de mitos guias. Há uma tendência natural a nos apegarmos rigidamente a estes mitos guias (afinal de contas, um dia a nossa vida dependeu disso) e utilizá-los automaticamente e em todas as situações, generalizando o uso de uma defesa a qual, muitas vezes, tornou-se, no presente, obsoleta e até prejudicial.


Todos nos sentimos seguros quando nos alicerçamos em posturas que consideramos verdadeiras. Admitir que elas não mais nos servem como antes é uma espécie de “morte”. É ficar temporariamente sem “chão” onde se apoiar, e é por isso que tanto tememos e relutamos em rever nossas “verdades”. Entretanto, a única maneira de continuar nos iludindo, é bloquear, inconscientemente ou não, o acesso a estas constatações, dificultando o circular da energia-informação, o que pode culminar no surgimento da somatização.

 

O NOSSO CORPO E O AUTOCONHECIMENTO

O mundo moderno, ao separar o todo em partes para melhor análise, por um lado, proporcionou grandes avanços científicos, por outro, dificultou-nos o poder de síntese, a capacidade de entendimento integral.

Na visão holística, inexiste separação de corpo, psique e coletivo, tudo é um só ente, o Universo que somos. Tal qual a água manifesta-se ora como sólido, ora como líquido e até mesmo gasoso, nosso EU apresenta-se sob difentes graus de condensação, desde a mais densa matéria, até o mais sutil pensamento.


Em suas versões modernas, boa parte das vertentes corporais contentam-se em produzir bem-estar e ampliar a qualidade de vida, tais como o shiatsu, do-in, tuina, anma, shantala, reflexoterapia, terapia corporal ayurvédica, dentre outras, que buscam pelo toque, equilibrar os corpos físico e energético (claro, inexiste "separação", é só uma questão de didática, pois tudo é um contínuo...). Até este ponto, nos deparamos com o aumento do bem-estar físico e mental, sem necessariamente aumentar a conscientização da vida "interior".


Outras linhagens ocupam-se igualmente de ampliar a consciência corpórea, resgatando o físico como integrante de nosso EU, tais como yoga, tai-chi-chuan, demais artes marciais e a dança. Aqui, se reconhece a necessidade de harmonizar o "interior", com o "exterior", por meio deste último.


Já as técnicas de objetivos mais ambiciosos, valem-se do corpo como portal de acesso ao psiquismo, tanto consciente, quanto inconsciente, trazendo mais e mais conteúdo emocional e lembranças que antes jaziam reprimidas na musculatura; este é o caso da terapia reichiana e da bioenergética. Ou seja, via corpo, promovem o diálogo entre os aspectos físicos e psíquicos, com a intenção de aflorar os conteúdos inconscientes à tona, comumente as lembranças se apresentando carregadas das emoções relacionadas, gerando catarses reveladoras a serem analisadas no decorrer das sessões.


Muitos dos milenares rituais xamânicos das mais variadas culturas, envolvendo danças, cantos, movimentos, sem dúvida são precursores em induzir via corpo o aflorar do inconsciente. Outrossim, a atenção individual e a ocupação em auxiliar o Cliente a compreender o fenômeno, assimilá-lo e traduzir em benefícios à sua vida, é mérito recentemente resgatado pela Psicanálise e suas variadas correntes.


Estas últimas vertentes, de origens ocidentais e modernas, em contraponto com as demais linhas aqui inicialmente descritas, milenares e orientais, permaneceram distanciadas, uma corrente desconhecendo totalmente a outra. Não raro depara-se com reichianos que desconhecem chacras e shiatsuterapeutas que nem sequer imaginam que desbloqueiam "couraças do caráter"...
Hoje, a Terapia Holística, sem preconceito, resgata e abraça todas as variantes, resultando num vasto leque de opções técnicas para melhor se adaptar às necessidades e receptividades de cada cliente.

 

OLHANDO-SE NO ESPELHO

Por meio de relaxamento associado a induções verbais, o terapeuta conduz o cliente a exercícios de imaginação no qual projete-se em diferentes contextos no tempo e espaço, proporcionando catarses emocionais que resultam em alívios, simultaneamente ao contato com novos insights, que traduzem-se em maior compreensão do presente. Eis um momento libertador na vida humana.


Realizada individualmente, utiliza tanto da Terapia Corporal, quanto do Relaxamento como introdução a estados profundos de auto-consciência e, desse modo, permitir o aflorar tanto de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), quanto o despertar de uma sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de questões de saúde.


Experiências de Freud são utilizadas como argumentos contra e também a favor das técnicas regressivas. Nos primórdios da Psicanálise, aplicou-se a hipnose para induzir os clientes a revivenciar momentos traumáticos, sob o pressuposto de que tal catarse produziria a superação dos efeitos do trauma. De fato, bons resultados foram obtidos; contudo, Freud optou por abrir mão dos métodos hipnóticos, substituindo-os pelo divã, para que o cliente, em uma posição confortável, fizesse um esforço para lembrar os traumas que estariam na origem de seus problemas. Com o cliente relaxado, Freud conduzia uma livre associação de ideias, através da qual terminava por encontrar lembranças "recalcadas" e que eram, em tese, a causa de seus distúrbios.


Assim sendo, de acordo com a conveniência de quem historeia, utilizam o Pai da Psicanálise tanto para argumentar que as técnicas regressivas por indução verbal "direta" estariam ultrapassadas, quanto para alegar que ele era adepto e que teria continuado, caso conhecesse outras formas diferentes da hipnose para atingir o objetivo.


De fato, a aura mística associada ao hipnotismo pode ter sido um dos fatores que mais contribuíram a que Freud o abandonasse, já que ansiava a que a Psicanálise fosse aceita nos meios "científicos".


A partir dos anos 70, com o movimento de contra-cultura, a revalorização das filosofias orientais, o crescente interesse pelo esoterismo, gerou-se tamanho movimento (a chamada "revolução aquariana"...) que igualmente repercutiu na Terapia Holística, com a integração de "novas" técnicas nascidas da adaptação miscigenada de rituais religiosos de rememorização de "vidas passadas", com as pesquisas investigativas de casos sugestivos de reencarnações e a retomada das primeiras linhas da psicanálise, o que incluía até a hipnose regressiva.


Alvos de grande curiosidade por parte do público e veículos de comunicação, a popularização da proposta gerou várias correntes divergentes, muitas das quais "pecaram" ao permitir que a crença religiosa/filosófica de seus defensores influenciasse diretamente na interpretação dos conteúdos vivenciados.


Uma das linhas mais conhecidas é a chamada TVP – Terapia de Vidas Passadas, a qual, já a partir do nome, demonstra que o profissional assume equivocadamente para si próprio, o papel que só compete à religião/filosofia particular de cada Cliente, ou seja, definir que existe reencarnação... Na prática, tal posicionamento em nada beneficiou aos resultados terapêuticos, além de ferir, desnecessariamente, a crença de muitas pessoas, que de pronto se afastam desta forma de terapia.


Outro fator que diminui a eficácia da proposta foi a tendência de muitos dos praticantes da técnica em contentar-se apenas com a catarse, pressupondo que o alívio decorrente do "descarrego" das emoções reprimidas era o fim em si da terapia, quando na verdade, está mais para o primeiro passo, visto que sobre o material aflorado, muito há o que se compreender e utilizar como fonte para autoconhecimento e, especialmente, em como transmutar a vivência em conteúdo útil ao PRESENTE.


"Racionalização é o processo através do qual uma pessoa apresenta uma explicação que é logicamente consistente ou eticamente aceitável para uma atitude, ação, ideia ou sentimento que causa angústia. Usa-se a Racionalização para justificar comportamentos quando, na realidade, as razões para esses atos não são recomendáveis".


Nada justifica, no contexto terapêutico, de buscar-se especificamente em "vidas passadas" as respostas aos problemas do presente; pode sim, ser uma alternativa, mas jamais a opção única... Se a vivência, espontaneamente, traduzir-se em "insights" transpessoais (informações além da personalidade e livres no tempo e espaço), tais como experienciar personagens e até épocas distintas da que se tem consciência, é natural e enriquecedor.


Superando-se os preconceitos, curiosidades e até temores, propagados popularmente sobre tais técnicas, a Regressão induzida mostrou-se mais rápida em trazer à consciência as possíveis origens dos traumas, quando comparada à associação livre freudiana, além de produzir catarses muito mais intensas.


A Progressão mostrou-se ferramenta eficaz em maximizar a capacidade dos Clientes em tomar decisões, possibilitando viagens imaginativas sobre variadas "linhas do tempo" alternativas, geradas a partir das diversas opções de ação cogitadas. Em muitos casos, as "previsões" projetadas no futuro imaginário produziram insights que geraram soluções não cogitadas a princípio pelos clientes.


A vinculação desnecessária ao misticismo e religiosidade é um obstáculo ao desenvolvimento das técnicas vivenciais. O Terapeuta Holístico, ao abster-se de posicionamento pessoal, mantendo a neutralidade necessária e respeitando o direito do Cliente em considerar o material aflorado como fato, ou como exercício de imaginação, tem na Regressão e Progressão uma excelente ferramenta terapêutica, capaz de acelerar o processo de autoconhecimento e em transmutar os desconfortos em mais Qualidade de Vida para os clientes.


Cabe ao Brasil eliminar a iniciativa em superar desinformações, preconceitos e vaidades, promovendo a integração entre todas estas linhas complementares de tratamento, formando Terapeutas Corporais que honrem a sabedoria milenar, da mesma forma que abraçam a modernidade psicanalítica, fazendo justiça a que mais esta modalidade terapêutica seja integrante da Terapia Holística, atendendo a Clientela ciente de que físico-psíquico-social-transcendente é uma só unidade indissociável.

 

A IMPORTÂNCIA DO TOQUE CORPORAL

Separar o psíquico do corpo é impossível, já que ambos, na realidade, são um só, um continuum. Todo o material psíquico que tentamos manter longe de nossa consciência, corporifica, somatiza. Ou seja, o inconsciente é corporal.


Quanto mais reprimido, quanto mais “pesado" , quanto maior o esforço para negar certos desejos e lembranças, maior será o grau de somatização, sendo esta a profunda e verdadeira causa das enfermidades. O único modo de realmente alguém se “harmonizar” é através do autoconhecimento. Quanto mais material psíquico reprimido aflorar à consciência, mais e mais se revertem as somatizações.


Metaforicamente, podemos dizer que fazemos parte de e que somos um Holograma Universal, onde tudo está intimamente ligado entre si, nada ocorrendo ao acaso. Microcosmos que somos, nossas energias formam um holograma onde toda e qualquer informação psíquica/física se encontra acessível em qualquer parte de nosso ser. Entretanto, decorrente do aprendizado de nossa espécie, ocorreram “especializações”, “desenhando-se” no holograma certos “caminhos” bio-energéticos pelos quais as informações circulam com maior facilidade e, até mesmo, com uma certa “tendência" a determinadas emoções-informações-energia específicas percorrerem, também, partes do corpo em particular.


“Mapeando” esta tendência é que surgiram as teorias milenares dos Cinco Movimentos e dos “meridianos” de Acupuntura, na China milenar, e os “chacras” na Índia.


Ao bloquearmos, consciente ou inconscientemente, as informações psíquicas, igualmente bloqueamos as informações biológicas, prejudicando nossa capacidade de auto-equilíbrio, predispondo-nos às somatizações. Ao reequilibrarmos a “circulação” energética, induzimos à “circulação” das informações psíquicas, ocorrendo os chamados “insights*” (“flashs”, lampejos de uma consciência maior).


Uma vez aflorando à consciência estas informações e que estas venham acompanhadas de suas respectivas emoções (ex-movere = mover para fora), aí sim haverá uma verdadeira mobilização, uma chance de uma mudança na vida da pessoa. À medida que “digerir”, compreender e assimilar o material aflorado, somente aí é que ocorrerá o verdadeiro “equilíbrio energético”.

 

O CÉREBRO HUMANO

O modelo de estrutura cerebral de Paul MacLean, diretor do “Laboratório de Evolução e Comportamento Cerebral do Instituto Nacional de Saúde Mental” (EUA), denominou “cérebro trino ou triúnico”. Segundo ele, “o cérebro humano, compreende três computadores biológicos interligados, cada um com sua própria inteligência especial, sua própria subjetividade, seu próprio sentido de tempo e espaço, sua própria memória, suas funções motoras e outras”.


Cada “cérebro” corresponde a uma etapa evolutiva diferenciada e fundamental. Os três cérebros são distintos em termos neuroanatômicos e funcionais, e contêm distribuições diferentes de neurotransmissores.


- Cérebro Reptiliano ou Arqueopálio (Era dos Répteis): a parte mais interna do sistema nervoso, o tronco cerebral e boa parte do início da medula. Primeira camada cerebral depositada durante o processo evolutivo. É o cérebro primitivo, ligado à sobrevivência e à auto-preservação. As reações instintivas, o comportamento repetitivo e as funções vitais básicas, como respiração e metabolismo de outros órgãos - assegura o funcionamento do corpo para garantir a sobrevivência. Tem como característica a preservação dos comportamentos mais antigos e a conquista e preservação do território. O Processo Reptiliano ou Operacional responde, primordialmente (não exclusivamente nem localizadamente, mas conjugadamente) pelos movimentos e pelos chamados instintos de reprodução, sobrevivência e agressividade.


Circundando o complexo reptiliano, encontra-se:
- Cérebro Paleopálio ou Sistema Límbico (Era dos Mamíferos Inferiores): área mais intermediária, recobrindo o tronco cerebral. É o cérebro intermediário ou o cérebro emocional. Todos os órgãos do corpo estão conectados com centros localizados no Sistema Límbico. Nessa região cerebral, encontram-se o tálamo e o hipotálamo, centros ligados às respostas à dor e ao prazer. O Sistema Límbico comanda as funções emocionais. Temos o Sistema Límbico em comum com outros mamíferos, mas o mesmo não ocorre com os répteis. A função básica do Sistema Límbico é reconhecer e informar o organismo a respeito das emoções agradáveis e desagradáveis. Em sua evolução incorporou as funções de aprendizagem. O Processo Límbico ou Intuitivo responde pela ludicidade, afetividade, criatividade, estética, nível alfa (relaxamento), religiosidade e apego a mitos.


Finalmente, a aquisição evolutiva mais recente:
- Cérebro Neopálio ou Cérebro Cognitivo ou Neocórtex: a parte mais externa e moderna do sistema nervoso. Vinculado à linguagem, pensamento lógico, analítico. Regula os processos de atenção e concentração, inibição dos impulsos e dos instintos, das relações sociais e do comportamento moral. Parte, freqüentemente, confundida como sendo o cérebro total. É revestida, bem externamente, pela camada cinzenta, zona densa em neurônios altamente especializados e capazes de múltiplas e simultâneas tarefas. O Neocórtex mais elaborado é o humano (primatas superiores), e o dos golfinhos e baleias. O Processo Neocortical ou Lógico responde pela comunicação, cálculo, raciocínio lógico, pesquisa, análise, crítica e feedback.

 

A ENERGIA

A matéria, por ser também energia, vibra em determinadas freqüências. Quanto mais baixa for a freqüência da vibração, mais densa será a matéria. Quando a freqüência da vibração é mais elevada, a matéria será mais sutil. Os seres vivos, assim como tudo na Natureza, são compostos de energia.


Segundo a Teoria de Einstein, massa é igual a energia condensada. Nosso organismo é massa, energia condensada, composto de células, moléculas, átomos que são formadas por prótons, nêutrons e elétrons. Nossos corpos, como tudo mais no Universo, são constituídos de átomos. O átomo é composto por um núcleo e uma eletrosfera. A eletrosfera é composta apenas por elétrons, os quais giram em torno do núcleo em locais diversos. Qualquer átomo no Universo está sempre recebendo energia ou cedendo energia. Todos os corpos, por sua composição são capazes de emitir e captar energia. O ser vivente é formado por células, e sendo as células unidades vivas, geram vibrações contínuas. Tais vibrações criam um campo de energia – o campo eletromagnético ou campo bioelétrico.


O infindável sistema de energia satura todas as coisas animadas e inanimadas no Universo, envolvendo tudo num eterno processo de transformação, propagação e interação. A energia que os seres vivos absorvem é proveniente de variadas fontes: sol, alimentação de sólidos e líquidos, ar atmosférico, água, sono, etc.. A energia constitui o substrato básico do Universo. O corpo irradia calor, sendo esse calor energia vital.


A nomenclatura é muito variada, divergindo de cultura para cultura, de filosofia para filosofia, etc.. Por exemplo, no Japão a energia vital é conhecida como “Ki”, os russos chamam-na de “energia bioplasmática”, os hunas da Polinésia “mana”, os índios iroqueses americanos chamam-na “orenda”, na Índia é “prana”, nos países islâmicos “baraka”, na Cabala é “luz astral”, Wilhelm Reich chamou-a de “energia orgônica”, e na China é “Qi”.

 

O TOQUE TERAPÊUTICO


O toque terapêutico é uma interpretação atual de diversas práticas como vimos anteriormente, consiste em habilidades desenvolvidas para dirigir pela consciência ou modular com a sensitividade as energias humanas.


A sugestão pode agir como um poderoso auxiliar na aplicação da energia pelo toque. Entretanto, as reações ao toque terapêutico não são apenas claramente devidas a sugestões ou à persuasão. Muitas reações terapêuticas surpreendentes ocorreram com pessoas que ninguém imaginava que fossem capazes de reagir a comandos verbais, como bebês prematuros, pacientes pós-operatórios que haviam sido anestesiados de modo profundo e pessoas que estavam em coma profundo.


A aplicação de energia implica em um envolvimento total e consciente do terapeuta no interesse compassivo de ajudar a outra pessoa. Neste sentido, o terapeuta pode ser considerado um sistema de apoio humano. Para isso deve ter uma forte motivação para ajudar e ter uma dedicação forte.


Quando as energias de uma pessoa estiverem alteradas, ela fica em estado de desequilíbrio. Portanto, é tarefa do terapeuta reequilibrar as energias do cliente. O toque terapêutico baseia-se num fundamento lógico semelhante, êxito que o conceito de equilíbrio se refere diretamente a sistema de energia. Dentro desse conceito, ao ter a intenção de transmitir uma energia, deve agir para estimular a energia que falta. Isso pode ser feito de diversas maneiras. Uma das mais diretas e simples é imaginar fluindo do seu corpo através das mãos para o campo de energia que está localizado sobre a palma de suas mãos. Não é necessário fazer força, mas apenas projetar essa nítida imagem com sugestões através dos centros de energia de sua mão para o campo de energia do cliente.


Quando o objetivo é o desbloqueio da pressão no campo de energia do cliente, deve-se estimular a circulação de energia. Isso pode ser feito movendo os centros energéticos com as mãos para ocorrer o desbloqueio. Isso permite o reinício de um fluxo de energia mais natural.


O terapeuta deve estar em constante aperfeiçoamento de si mesmo, e dos outros, sobretudo. Para que ele mesmo seja um ser completo para poder ajudar os outros. Através de técnicas e meios de abordagens pelos quais pode através do consciente abordar e programar e harmonizar o subconsciente; além do pensamento, a respiração, o relaxamento, a hipnose e auto-hipnose, toque bioenergético, estimulação energética, a sugestão e a auto-sugestão e a imaginação.


O mais importante e essencial da terapia energética emerge da capacidade que a mesma tem de criar constelações significativas a partir das forças que atuam sobre nós. A terapia energética, em especial o tratamento dos centros energéticos, torna-se uma arte de habilidade de posicionamento mais profundo com o mundo interior. Embora muito simples, ela pode ser um dos recursos mais importantes na bagagem do terapeuta, pois oferece meios que auxiliam em muito na terapia. Quando são aplicados com dedicação os resultados são sempre positivos e terapêuticos.

 

A APOMETRIA

A apometria – que vem do grego apo, além, e de metria, medida – é uma técnica que permite alcançar o desdobramento dos vários corpos humanos – o duplo etérico, o astral ou corpo emocional, o mental inferior, o mental superior, o búdhico e o átmico - separados assim do corpo físico para se submeterem a uma terapêutica de cura. Assim, os corpos espirituais, libertos da matéria temporariamente, são tratados e depois reintegrados ao organismo material.


Desta forma, uma energia permeada pelo amor e pela vontade do terapeuta seria direcionada aos clientes através de ‘pulsos magnéticos’, sendo, portanto, capaz de tratar doentes já desenganados, distúrbios psíquicos e enfermidades genéticas resistentes a outros tratamentos. Não há pré-requisitos para se submeter a este tratamento, qualquer pessoa está apta a passar por esta terapêutica, independente de idade, do estado de saúde, da crença, de ter ou não fé nas realidades espirituais.
O exercício da Apometria apareceu na década de 60, por meio da elaboração teórica do Dr. José Lacerda Azevedo, médico do Hospital Espírita de Porto Alegre, a partir da hipnometria, trabalho apresentado a este médium pelo Dr. Luiz Rodrigues, de Porto Rico. O resultado das pesquisas do Dr. Lacerda foi sistematizado em duas de suas principais obras – Espírito e Matéria – Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito – nas quais expõe as treze leis da Apometria. Esta não deve ser confundida com a mediunidade, embora também possibilite o contato com o mundo espiritual.


São estas as leis da Apometria: a do desdobramento espiritual; do acoplamento físico; da ação à distância, pelo espírito desdobrado; da formação dos campos-de-força; da revitalização dos médiuns; da condução do espírito desdobrado do encarnado para os planos mais altos, em hospitais do astral; lei da ação dos espíritos desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados; lei do ajustamento de sintonia vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o ambiente para onde, momentaneamente, forem enviados; lei do deslocamento de um espírito no espaço e no tempo; lei da dissociação do espaço-tempo; lei da ação telúrica sobre os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação; lei do choque do tempo; lei da influência dos espíritos desencarnados, em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre o presente dos doentes obsediados.


As técnicas apométricas trabalham com desdobramento espiritual – separação dos corpos energéticos -; pulsos magnéticos, dialimetria – terapêutica que une a energia magnética de origem mental à energia de elevada freqüência vibratória originária do Cosmos, moduladas e projetadas pela mente do terapeuta sobre o paciente -, técnicas de sintonia psíquica com os espíritos, dissociação do espaço-tempo e cromoterapia mentalística. Muitos destes conceitos são tributários dos modernos avanços científicos, tais como os postulados pela Física Quântica.

 

A REENCARNAÇÃO

A reencarnação é um processo evolutivo existente dentro da Criação e que é fundamentalmente ligado à questão da felicidade. Porque se um ser humano conseguiu se tornar feliz em uma única vida, para que teria outras se já atingiu o bem supremo, a beatitude, que consiste na verdadeira felicidade? Isso, evidentemente, em relação a um mesmo plano no caso, o terrestre do qual se sairia momentaneamente, para retornar depois, sob outra expressão. Assim, não é a evolução pura e simples, em termos de aumento do grau de compreensão, que determinaria a necessidade ou não de outras encarnações no mesmo plano para um ser, mas, sim, a busca da felicidade. Pois que se alguém não a atingiu em vida temporal, não há de ser após a libertação do corpo físico que a atingirá, já que a felicidade é um estado de alegria da alma e não uma exultação da personalidade.


O segmento de alma é autoconsciente e não a personalidade, pois que esta nada mais é senão a maneira pela qual esse segmento de  alma se expressa através do corpo físico. A individualidade é uma ilusão, pois todos os seres são ligados. Eis porque a felicidade de um pode ser transmitida para outro e a infelicidade de uns pode atingir outros tantos.


Uma pessoa pode tanto reencarnar em uma linha de continuidade, constituindo-se no somatório de todas as personalidades que expressou em várias encarnações sucessivas, como pode reencarnar trazendo a bagagem personalítica de outras criaturas, como pode reencarnar como vários seres humanos simultaneamente, dentro de uma linha de continuidade ou trazendo experiências de terceiros, pois que todos esses registros estão disponíveis no Cósmico.


Isso tudo se processa de dois modos, havendo ainda um terceiro, mais complexo e que aqui não será abordado amplamente, por implicar embasamento iniciático e conhecimento prévio de certas Leis. No primeiro modo, o ser humano evoluiu a tal ponto que adquiriu domínio sobre o processo da reencarnação e reencarna de forma programada, conscientemente, em prol do seu desenvolvimento e no interesse da Humanidade. No segundo modo, o ser humano é praticamente manipulado dentro de um esquema cármico e as escolhas e decisões são feitas por Leis Cósmicas Autoconscientes (entidades destituídas de corpo físico ou psíquico, que se expressam por equilíbrio quântico).


No terceiro modo, que não é usual mas ocorre, as opções são feitas por osmose, que é quando o conhecimento de uma mente passa para outra através da membrana impermeável da Eternidade.  É por ele que os chamados avatares encarnam na Terra, trazendo mente divina. Quando isso ocorre, podem ser a reencarnação de um ser humano ou aquela pode ser a primeira e única encarnação, sendo certo, porém, que em ambos os casos nunca haverá outra, a não ser em outro plano.


Há, ainda, uma modalidade reencarnatória em que a pessoa não morre fisicamente. Nesse caso o ser humano sofre várias mortes personalíticas seguidas de outros tantos renascimentos em uma só vida corporal, sendo sucessivamente várias pessoas em um só corpo físico, isso evolutiva ou involutivamente. A isso se dá o nome de reencarnação virtual e tal fato geralmente acontece por via iniciática, em harmonização com as forças da Luz ou com as das Trevas.


E há, também, a reencarnação arquetípica, que ocorre quando um ser humano reencarna como símbolo de um modo de ser, podendo essa reencarnação ser isolada ou múltipla. Esses símbolos ficam agregados à consciência planetária, quer dizer, tornam-se partes da personalidade do planeta em que o processo reencarnatório ocorre, no caso, a Terra. Da mesma forma uma pessoa pode se tornar símbolo ainda em vida e, após a morte do corpo físico, não ir para a Vida Eterna e nem reencarnar como ser humano, mas assumir a forma de um ser matemático autoconsciente, temporal e pensante, destituído de forma física ou psíquica, por efeito de harmonização com uma ou mais Leis Cósmicas.


Vale dizer que o processo mental continua existindo após a morte física, só que no Plano Cósmico não existe raciocínio tal como o conhecemos, baseado na lógica, mas sim um processo de pensamento intuitivo, que é a maneira de pensar pela qual as decisões são tomadas (nesse caso as opções são feitas tendo o Todo e não o ego como parâmetro).


Eis a reencarnação, com várias vidas e outras tantas mortes em um mesmo plano (ou planeta), até que a evolução propicie a ascensão a um plano (ou planeta) hierarquicamente superior. Contudo, o homem pode escapar desse esquema e ascender diretamente à esfera de manifestação do Deus Supremo, um plano onde não existem nem o Tempo, nem o Espaço, nem a Vida, nem a Morte, mas simplesmente a Manifestação Eterna. Este plano é o Céu dos cristãos e dos maometanos e o Nirvana dos budistas. Nenhuma religião detém exclusividade de acesso a essa esfera e, na verdade, a ela ascender independe de se professar essa ou aquela crença e realizar esses ou aquele ritual. Crenças e rituais, na verdade, são métodos de ascensão idealizados por homens, com base nas revelações divinas.


O ecumenismo tem sido pregado, nos tempos modernos, pelos lideres religiosos mais esclarecidos e que desejam, realmente, o bem da humanidade como um todo, por compreenderem que isso, a obtenção desse bem, faz parte do processo evolutivo em que os Universos se movimentam, no contexto da Criação. A Criação, a Obra de Deus, compreende tudo o que existe e que ainda está por existir e também o que já existiu, pois no retorno dessa emanação tudo se funde: Espaço e Tempo são um só vetor e o ontem, o hoje e o amanhã se unificam na Eternidade.


O papel de ordens monásticas, tanto católicas como budistas, tem sido decisivo para a compreensão dessa realidade, pois a mais alta iniciação se encontra no recesso dos mosteiros e na solidão dos eremitérios, nos quais a prática do ascetismo, da oração, do trabalho e da obediência a Deus faz desabrochar no coração dos homens o Cristo Cósmico. Isso acontece quando o homem já não se deixa enganar pela aparente realidade e, na verdade, sai fora de si mesmo para dar lugar a Cristo. Essa prática vem sendo exercida desde a época dos monges do Egito, como São Pacômio, e remonta, ainda mais longe, aos primórdios do budismo.


Por que desprezar as etapas preparatórias e somente almejar o resultado final?


No universo, nada se consegue sem mérito. Para obter o que deseja, é preciso trilhar e vivenciar plenamente cada uma das etapas necessárias para a conquista de seu sonho, da sua vida.


Para alcançar o que é seu por direito divino, pratique um pouco da arte da paciência. A ansiedade não ajuda em nada; ela só aumenta as barreiras e as dificuldades.


Freud disse: “Não é fácil lidar cientificamente com sentimentos.”
Conseguir penetrar no impenetrável, sondar o insondável, avaliar o incompreensível e trilhar os tênues caminhos do inconsciente para trazer respostas, ajudas e soluções – eis um caminho digno a ser percorrido.


Esta atitude perante a vida, este trabalho árduo e minucioso, o desbravador que anseia por delinear contornos de um mundo sutil e abstrato – aí surge o ser humano se divinizando e se entregando à vida.


Em todas as tradições espirituais existe a crença de que a vida não se encerra com a morte. A ressurreição e a reencarnação são possibilidades que podem ser integradas dentro do modelo quântico da Física da Alma do físico indiano Amit Goswami.
Qual o sentido da vida? Qual o sentido da morte? Qual a nossa missão nessa instância planetária? O livro tibetano dos mortos nos remete a uma profunda reflexão sobre o viver e o morrer. E a Física Quântica nos possibilita um olhar fundamentado na Ciência para essas possibilidades.


Dentro do modelo da ciência baseada em Consciência de Amit Goswami, das descobertas científicas associadas a Psiconeuroimunologia, bem como da Psicologia Transpessoal, somos levados a fazer uma profunda revisão dos processos de cura utilizados pela medicina tradicional.


A Física Quântica traz o suporte científico necessário que fundamenta as terapias curativas energéticas, como a Homeopatia, as Terapias Florais, a Acupuntura e o Reiki, entre outras. Os processos de cura mente-corpo, bem como a cura à distância, a cura espiritual, também são fundamentados a partir da Física Quântica, nos levando a refletir sobre o potencial de cura do próprio corpo e o papel do médico e do terapeuta como agentes mediadores desse processo.


Tudo isso veio fortalecer a caminhada daqueles que confiam que há um novo paradigma no campo científico capaz de apontar um novo rumo para a humanidade e para cada indivíduo em toda a sua complexidade.


Em nós é fortalecida a convicção de que a humanidade já dispõe há milhares de anos de modelos de saúde voltados para contemplar o ser humano integral dentro de uma proposta não invasiva e capaz de proporcionar excelentes resultados em todos os níveis.


Percebe-se este novo aprendizado que traz base científica da Física Quântica e Relativista para os processos de Cura Quântica na dimensão profunda das causas, que deve nos conduzir a ver a enfermidade como uma oportunidade de autotransformação e autoconhecimento.


A visão quântica para a nossa sociedade exige que modifiquemos nossas categorias básicas de pensamento, que alteremos todo conteúdo intelectual no qual acolhemos nossas experiências e percepções. É necessário mudarmos nossa “atitude mental” e aprendermos uma linguagem inteiramente nova.


Nossas percepções e atitudes sociais, o modo como pensamos sobre nós mesmos, a maneira como nos relacionamos com os outros e com o mundo natural traduzem o nosso pensamento mecanicista. As categorias mecanicistas de substância e identidade, de espaço, tempo, movimento, causalidade e relacionamento são as que usamos todos os dias para cuidar dos negócios pessoais e públicos. Agimos involuntariamente, inconscientes da extensão deste uso em nossas vidas.


A Física Quântica nos traz a riqueza de uma realidade libertadora. A dimensão alcançada pelo pensamento quântico é incalculável, incomensurável e profunda. Liberta-nos de nossas prisões passadas. Oferece-nos a amplitude. A descoberta de uma vida mais livre, pois ela está em toda parte, à nossa volta e dentro de nós.


Os físicos quânticos questionam a forma ou/ou de pensar. Ao lidar com a realidade quântica, temos de aprender um novo tipo de pensamento, o tanto/quanto. Temos de aprender a ir além das contradições aparentes.


Uma das ideias revolucionárias lançadas pela Física Quântica é a de que a luz tem, ao mesmo tempo, propriedades tanto de onda quanto de partícula: conhecido como “dualidade onda-partícula”. Ambos se complementam e ambos são necessários a qualquer definição de luz.


A realidade quântica muda de natureza conforme o meio ambiente. Na filosofia quântica isso é conhecido como “contextualismo”.


Pode-se afirmar que ao se lidar com a realidade quântica, somos levados a considerar o conjunto da situação. O filósofo francês Maurice Marleau-Ponty disse que quando falamos em verdade, só podemos “definir uma verdade dentro de uma situação”.
Encarar a própria realidade com inúmeros padrões de mudança e um tão grande potencial de respostas é estranho às nossas posturas mecanicistas e às rígidas estruturas e atitudes sociais delas derivadas. Através dos “insights” da realidade quântica, podemos nos situar e retornar às nossas percepções e raízes filosóficas mais antigas.


A mesma qualidade de verdadeira indeterminação e multiplicidade que permeia o ser no reino quântico caracteriza o modo como ocorrem as mudanças ou o processo mediante o qual um sistema quântico se transforma em outro.


Os seres humanos que experimentam relações íntimas conhecem um pouco do encontro que acontece a partir de dentro e sabem que a identidade individual de cada um pode ser preservada e, ao mesmo tempo, integrar-se a um novo conjunto que, de certo modo, é maior que o eu em si.


Acredito que a mesma dinâmica se aplica ao nível social mais amplo e nos dá uma primeira indicação de que a sociedade pode ser mais do que a mera soma de suas partes individuais e de suas relações exteriores.


No Holismo Quântico, o novo todo possui qualidades (e uma identidade) próprias que surgem unicamente mediante a relação das partes previamente indefinidas (indeterminadas). Na realidade quântica, a relação é verdadeira, criativa, onde as relações de poder não são o único meio – as organizações sociais ou administrativas tornam-se mais produtivas.


Para que nos sintamos parte de um todo, indivíduos em uma comunidade, para que sejamos partes ou indivíduos mais enriquecidos, necessitamos de um modelo social equivalente às relações do indivíduo maduro com a família. Precisamos afastar-nos da constante oscilação entre o coletivismo e o individualismo e avançar rumo a um novo paradigma de relação que transcenda um e outro.

 

CONSCIÊNCIA E EVOLUÇÃO

É necessário analisar a natureza do sistema físico do cérebro capaz de engendrar a mente consciente. De que modo esse sistema se ajustaria ao resto do universo físico? Existem razões para se acreditar que a consciência resulta de um sistema físico-quântico do cérebro, o qual possui as propriedades de um condensado de Bose-Einstein. Essas são as estruturas quânticas mais coerentes e unificadas possíveis no mundo físico. No caso do cérebro, tal condensado pode surgir a partir das oscilações sincrônicas dos módulos neuronais. Seria um fenômeno onda emergente.


Se a seleção natural em favor da sobrevivência continuar em dois níveis diferentes, o biológico e o físico, sua taxa seria muito mais veloz que a prevista na evolução biológica apenas. E mais, a evolução subjacente, no âmbito de física, introduziria uma direção absoluta na própria seleção natural biológica.


Sabe-se que toda evolução, seja das estrelas, das formas biológicas ou da própria consciência, alimenta-se da diversidade. O padrão evolucionário começa com a variação, segue rumo à seleção e conduz uma nova variação. É um processo universal. Portanto, espera-se que a evolução da sociedade ou dos indivíduos na sociedade precise de uma variedade semelhante de culturas ou estilos de vida, uma variedade de possibilidades sociais, na qual possa ocorrer a seleção em favor do crescimento. Daí as culturas complexas evoluírem mais depressa que as monolíticas e as grandes metrópoles cosmopolitas serem lugares mais criativos onde crescer. A evolução exige que as muitas possibilidades do sistema em desenvolvimento se encontrem, dialoguem e se fortaleçam.

 

A CONSCIÊNCIA HUMANA E A FÍSICA QUÂNTICA

Na identidade, o eu possui em seu âmago tanto o aspecto partícula quanto onda. O aspecto partícula do meu eu é o meu “próprio eu”: a parte de mim que é um padrão único e identificável, com minhas características peculiares, minha própria “voz”, meu estilo próprio. O aspecto onda do meu eu é o “nós”: a parte de mim evocada por minhas relações com os outros e que está, literalmente entrelaçada com a existência dos outros. Meu aspecto onda é meu aspecto público.


Numa visão quântica, esse aspecto partícula do eu está em um continuum em permanente alternância com o nós.


Nos termos da natureza quântica do homem, há uma necessidade mútua entre o eu e o outro despossuído ou entre a sociedade e seus membros excluídos. Os marginalizados precisam de mim para serem reconhecidos, para serem incluídos. Mas eu preciso deles para ser plenamente eu. A sociedade precisa deles para ser sadia e integral. Eles são parte do meu eu.


Ao se adotar uma atitude quântica, que vê o excluído como parte integral do meu eu e de minha comunidade, terei uma resposta coerente. Hei de querer tratá-lo como parte integrante de mim, incluí-lo do mesmo modo como gostaria de ser incluído, nutrí-lo como gostaria que eu fosse nutrido. Qualquer mudança social depende de uma mudança em mim. À medida que eu vou fixando meus valores no pensamento, no sentimento e na ação, minha transformação interior pode encontrar ressonância em transformações semelhantes, nos outros. Conforme vou me criando no diálogo com os outros, ajudo a criar o mundo que com eles compartilho.


No reconhecimento que eu, como indivíduo, necessito do excluído para ser plenamente eu, e que minha sociedade precisa dele para ser inteira, como realizar isso? Como trazer para o mundo real a certeza do envolvimento em uma ação significativa?


A Física Quântica da consciência e a da sociedade nos leva a acreditar e esperar que uma transformação em nossa atitude básica para com os outros melhore tanto a vida deles quanto a nossa. Se tomarmos a atitude correta, as políticas e as ações hão de aparecer. Parte dessa atitude mais quântica vincula-se à evolução e à percepção de que mesmo as falhas da evolução são uma parte integral e necessária do processo de ensaio e erro mediante o qual a vida e a consciência progridem. Também elas constituem a comunidade em evolução.

 

A VISÃO QUÂNTICA DO MUNDO

A visão quântica do mundo é essencialmente ecológica, não rejeitando a ciência nem a tecnologia, usando-as, exaltando-as e expandindo os fundamentos da razão humana ao invés de tentar miná-los ou limitá-los. Esta visão quântica nos leva adiante a partir de onde nos encontramos na atualidade, valendo-se do melhor de tudo quanto realizamos ao mesmo tempo, abrindo mão das atitudes que tornaram tais realizações destrutivas.


O observador quântico não fica de fora de sua observação. Não vê a natureza como um objeto. Ao contrário, ele participa do desenvolvimento da natureza.

 

OS SERES HUMANOS E DEUS

Se alguém quiser procurar “Deus” na física, o vácuo é o melhor lugar onde fazê-lo. Enquanto estado básico subjacente de tudo o que existe, o vácuo tem todas as características do Deus imanente ou da divindade de que falam os místicos, o Deus interior, o Deus que cria e descobre a si mesmo por meio da existência em desdobramento de sua criação.


O seres humanos são expressão desse Ser Divino ou Divindade. Suas mentes conscientes, pensamentos, relações, vida cotidiana, atividades e decisões diárias, suas intenções – são como “pensamento na mente de Deus”.


Essa consciência, assim como a responsabilidade que ela confere dá um peso especial à nossa força ativa, um significado especial a todos os nossos atos e uma importância real, física, às construções da razão humana.


Uma compreensão quântica da consciência humana e da pessoa ajuda-nos a ver que existe uma infinidade de potencialidade “adormecida” em todos nós.


À medida que a evolução quântica acontece, o ser humano vai se tornando mais criativo, liberando seu grande potencial. Quanto mais diferentes os caracteres, os interesses e as bagagens dos membros cooptados da família nestes tempos, tanto mais diversa e estimulante há de ser a ponte que eles constituem entre a família nuclear e a sociedade como um todo.
Reconhece-se que nosso corpo, mente, relações, grupos, culturas e sociedades unificam-se – somos excitações do vácuo. Somos todos “irmãos” na mesma origem, matéria da mesma substância. Nossas diferenças são as potencialidades expressas dessa fonte comum. São a realidade em desdobramento.


A evolução é o nosso futuro. É o processo pelo qual chegamos ao futuro; comprometendo-nos da melhor maneira possível com esse processo, nós nos comprometemos com o futuro. Mas o compromisso com a evolução é também o compromisso com o valor da diversidade. A evolução se alimenta da diversidade, precisa dela. O consenso que necessitamos é um consenso no qual se ouvem muitas vozes e no qual vozes permanecem distintas e, mesmo assim, se se quiser, são vozes do mesmo coro.

 

AS ORIGENS DA VIDA

A exigência evolucionária de que fossem criadas mais comunidades celulares é um reflexo da necessidade biológica de sobrevivência. Quanto mais consciência um organismo tem do ambiente que o cerca, melhores são suas chances de sobreviver. Quando as células se agrupam, aumentam sua consciência do meio ambiente.


Em organismos maiores, apenas uma pequena porcentagem das células é responsável pela leitura e resposta aos estímulos do ambiente. Esse papel é desenvolvido por grupos de células especializadas que formam os tecidos e órgãos do sistema nervoso. A função do sistema nervoso é captar as informações do ambiente e coordenar o comportamento de todas as outras células em sua vasta comunidade.


Anteriormente, pensava-se que os genes eram transmitidos exclusivamente à prole de cada espécie e por meio da reprodução. Agora se descobre que os genes podem ser compartilhados não apenas entre os membros da mesma espécie, mas também entre outras. Esse processo de transferência genética acelera a evolução, pois os novos organismos podem adquirir experiências “já aprendidas” pelos outros.


Mas essa troca de informações genéticas não ocorre por acidente. Trata-se de um método que a natureza utiliza para aumentar as chances de sobrevivência da biosfera. Os genes são os arquivos da memória das experiências aprendidas pelos organismos. Havendo a troca dessas informações, percebe-se que as experiências podem ser compartilhadas por todos os indivíduos que compõem a grande comunidade da vida. Ressalta-se, também, o perigo latente que a engenharia genética registra, colocando em risco o destino da raça humana. Timothy Lenton concorda com a hipótese de Gaia, de James Lovelock, segundo a qual a Terra e todas as suas espécies constituem um organismo vivo e interativo.

 

O DNA

O DNA figura com destaque na teoria do funcionamento da vida seguido de perto pelo RNA. O RNA é uma espécie de fotocópia do DNA, um gabarito físico que contém todas as sequências de aminoácidos que formam a espinha dorsal de uma proteína. O diagrama da supremacia do DNA descreve a base lógica da era do determinismo genético. Como as características de um organismo vivo são definidas pela natureza do DNA, infere-se que ele é sua “causa” ou fator determinante.


Os biólogos celulares descobriram as grandes habilidades da membrana celular estudando os organismos mais primitivos do planeta, os procariontes (membrana celular que envolve uma minúscula gota de citoplasma denso – incluem as bactérias). Embora seja uma forma tão primitiva de vida, tem função específica, possui os mesmos processos biológicos que as células mais complexas.


Os genes não controlam a sua própria atividade. São as proteínas executoras da membrana que reagem aos sinais do ambiente, captados pelos receptores, controlando a “leitura” dos genes para que as proteínas desgastadas sejam substituídas ou que novas proteínas possam ser criadas.


Segundo Bruce Lipton, biólogo e cientista americano, novas e surpreendentes descobertas científicas nos mostram que as células do corpo são influenciadas pelo nosso pensamento, ajudando a explicar a reencarnação. Ele descreve as reações químicas do processo celular e comprova cientificamente suas descobertas que revolucionaram a Biologia. Em seu livro “A Biologia da Crença”, ele demonstra como a nova biologia está transformando o modo de pensar de inúmeras pessoas no mundo.

 

O EGO

O ego foi criado desde o surgimento da vida, logo que ela se manifestou nos seres unicelulares. O medo já é o ego agindo no homem, querendo continuar a existir de forma separada, exacerbando a vontade de ser melhor que o outro e juntar riquezas que o façam sentir-se seguro.  Eis um campo promissor de dores e frustrações.


O ego é dirigido pela mente. Ela cria todas as formas para justificar o seu egoísmo, sua separatividade do todo. É considerada a opositora da vida, pois esta quer realização suprema do seu ser. Na entrega à vida, renuncia-se ao ego, para que ela transforme o ser humano em sua expressão plena e fiel.

 

O EU SOU

Como reconhecer o EU SOU? Ramana Maharshi descobriu, afirmando:”Eu não sou”. Ele viu que não era corpo, viu que não era a vitalidade, viu que não era suas emoções, viu que não era sua mente. Ao chegar ao plano causal, ele disse: “Este EU SOU”.


A glândula pineal no cérebro humano, é como uma sucursal, um antena, pois reflete o que está acontecendo no centro do peito. Assim, infere-se que EU SOU é ser absoluto. É a consciência a identificar-se com o UNIVERSO TODO. É a Presença Divina no homem.

O EU SOU é o centro do Universo presente no humano – e esse o encontra quando se harmoniza com a Vida. O homem é um ser imortalizável, mas não é imortal por natureza. Perdendo o ego, o homem torna-se imortal.

O verdadeiro amor é o encontro da luz dentro de si mesmo, na comunhão com Deus, com o absoluto.

Deus apossa-se de nós, na nossa consciência, na nossa atividade cerebral e, acionados pela nossa força de vontade, tudo é feito em função desse amor, em colaboração com a vida. Esse é o amor universal, o amor divino.


A verdadeira felicidade é feita de plenitude, de eternidade, de infinito. A felicidade estará juntamente com a sensação de paz, de bem-estar e cessação de buscar, de comunhão com o Universo.


Para se ter Paz com a vida e atingir a felicidade, é necessário ultrapassar a zona da mente e viver obedecendo à consciência. Ela está concentrada em um plano acima da mente, chamado plano causal, de onde vem a fé, que determina dinamismo e atividade constante a serviço da Vida. Com ausência total de inércia; mas determina, ao mesmo tempo, nenhuma ambição, nenhum desejo de chegar a qualquer lugar ou de mudar-se para uma condição melhor. Aqui e agora é sempre o melhor instante, o momento mais feliz da vida.

 

O PERDÃO E A ORAÇÃO

Orar é falar com Deus. É escutá-lo. É receber o que Ele quer dar. É pedir perdão a Deus. É abrir-se para o perdão que Ele concede. Orar é deixar Deus tornar-se Deus dentro de nós. É tempo da encarnação de Deus em nós, o tempo em que nos deixamos inspirar, em que nos deixamos transformar à Sua imagem, o tempo em que descobrimos o que Ele é, vendo no que nós nos transformamos.

 

CONSCIENTIZAÇÃO

A vida é a Divina Mãe. Estamos n’Ela e Ela em nós. Ela é imanente e transcendental a mim.Ela é infinita. Eterna. Onipresente. Onisciente. A mente não a alcança, posto que ela só funciona através da imagem. A unidade de manifestação da vida é a célula. A célula é consciente e inteligente. O corpo humano é formado por trilhões de células.


Devido ao domínio da mente sobre as células durante milhões de anos, essas ficaram à mercê da mente, para o bem e para o mal.


A libertação do homem acontece quando ele emprega sua consciência, que é superior à mente, para resgatar suas células deste maléfico poder. “Conheceis a Verdade e Verdade vos libertará”. Esta é a Lei.

 

SENTIMENTOS GERAM PENSAMENTOS

Trabalhar-se com pensamentos positivos é um caminho importante para livrar-se dos emaranhamentos negativos e elevar-se a frequência vibratória. Há no homem uma parte que não pode apreender e que continua gerando sentimentos desagradáveis: o subconsciente.


O que fazer para resolver isso? Os sentimentos têm vida própria, seguem certa meta e, no subconsciente, são orientados pela própria alma. A ciência já provou que o homem utiliza uma pequena parte de seu cérebro e que ainda não conhecemos muitas de suas regiões. Nós somos muito mais do que acreditamos e estamos a caminho de saber reconhecer, cada vez melhor, o nosso potencial.

 

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